Vício em apostas aumenta demanda por atenção médica


O vício em apostas online cresceu significativamente, exigindo atenção dos médicos e uma mobilização do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, houve um aumento de 200% na procura por atendimento relacionado a problemas de apostas.

No Brasil, 28 milhões de pessoas realizaram apostas nos 12 meses que antecederam a proibição das bets. Desses, aproximadamente 11 milhões apresentaram comportamentos de risco ou problemáticos, que não necessariamente se traduzem em um diagnóstico formal de ludopatia.

Dentre os sinais que podem indicar a dependência, destacam-se a dificuldade em interromper as apostas, ansiedade, alterações de sono e humor, comprometimento financeiro e prejuízos nas relações pessoais e profissionais. Essas questões colocam as pessoas em uma situação vulnerável, carecendo de avaliação médica e acolhimento.

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Aumento no atendimento do SUS

O número de atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS) relacionados a problemas com o vício em apostas cresceu 200%, conforme anunciado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante uma audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) em 3 de novembro de 2026. Esse aumento reflete a pressão que o vício em apostas exerce sobre a rede pública de saúde e destaca a importância de reconhecer os sinais de dependência durante a prática clínica.

No período de 12 meses que antecedeu a proibição das apostas online, aproximadamente 28 milhões de pessoas participaram de atividades de apostas no Brasil, com cerca de 11 milhões apresentando comportamentos de risco ou problemáticos, que podem não equivaler a um diagnóstico formal de ludopatia, mas demonstram a necessidade de monitoramento.

Sinais de dependência de apostas

Durante as consultas, alguns dos sinais que podem indicar uma possível dependência do vício em apostas incluem a dificuldade em interromper as apostas, sentimentos de ansiedade, alterações no sono e no humor, comprometimentos financeiros e prejuízos nas relações sociais ou profissionais. Esses aspectos são cruciais para que o médico possa identificar uma possível relação problemática com os jogos e decidir sobre a necessidade de acolhimento.

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A avaliação deve ainda considerar os efeitos do endividamento e as experiências de sofrimento emocional que os pacientes relatam. O ministro Padilha também expressou preocupação com o aumento do risco de suicídio entre aqueles que enfrentam dívidas provenientes do vício em apostas.

Recursos disponíveis no Meu SUS Digital

Desde agosto de 2026, o programa Meu SUS Digital tem sido uma ferramenta valiosa, oferecendo suporte a até 100 mil teleatendimentos mensais para indivíduos com problemas relacionados ao vício em apostas, incluindo assistência a seus familiares. Por meio do aplicativo, os usuários podem registrar-se usando a conta gov.br, acessar miniaplicativos e realizar um autoteste, depois do qual são encaminhados à plataforma da AgSUS para acompanhamento.


As consultas através de videochamadas são realizadas com profissionais qualificados e têm duração média de 50 minutos, podendo ter até dez sessões semanais. Após reavaliações, o paciente pode receber alta, iniciar um novo ciclo de atendimento ou ser encaminhado para atendimento presencial quando necessário.

Além disso, o governo registrou 1,2 milhão de pedidos de autoexclusão, permitindo que os usuários bloqueiem suas contas de apostas. Segundo o ministro, cerca de 40% dos solicitantes reportaram perda de controle, um dado relevante para identificar aqueles que podem precisar de suporte adicional. Para os médicos, compreender essa medida e o acesso pelo Meu SUS Digital pode facilitar a orientação aos pacientes em busca de ajuda.