Revolução digital na saúde e administração pública já é realidade


A transformação digital na saúde e na administração pública do Brasil avança com inovações como prontuário eletrônico e uso de inteligência artificial. Propostas recentes de Flávio Bolsonaro e Daniella Marques revelam um descompasso entre ideias e a realidade atual.

Avanços na digitalização da saúde

A transformação digital na saúde pública brasileira já se encontra em estágio avançado. A implementação de um prontuário eletrônico integrado ao CPF é uma proposta apresentada por Flávio Bolsonaro, que visa conectar todas as informações de saúde do cidadão. No entanto, muitos desses elementos, como a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e o Meu SUS Digital, já estão em funcionamento e permitem ao usuário acessar dados de saúde pelo celular.

Embora ainda não exista um prontuário nacional completamente integrado, que atualize dados de forma instantânea, a infraestrutura necessária já está sendo construída. O governo atual não partirá do zero, mas sim ampliará e melhorará o que já foi instalado, tornando a transformação digital uma realidade em processo de consolidação.

transformação digital


Enviar pelo WhatsApp compartilhe no WhatsApp

Propostas de Flávio e resposta de especialistas

No debate, Flávio Bolsonaro afirmou que com o prontuário único eletrônico seria possível um atendimento médico em emergências através da telemedicina. No entanto, Ana Estela Haddad, ex-secretária de Informação e Saúde Digital, ressaltou em suas redes sociais que essa realidade já se concretizou com mais de 10 milhões de teleatendimentos realizados pelo SUS, atingindo 79% dos municípios desde 2024.

As críticas a isso se concentram na necessidade de integração abrangente de dados clínicos e históricos. O desafio para o governo futuro será aprimorar e vincular sistemas que ainda operam de forma detached. A discussão não gira mais em torno de iniciar a digitalização, mas sim de como e até onde expandir a transformação digital existente.

Além disso, a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, trouxe à tona preocupações sobre a automação em saúde e administração pública, enfatizando que os sistemas digitais precisam da supervisão de profissionais humanos para garantir a responsabilidade e a efetividade dos serviços prestados.